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Está no bom caminho se já usa vídeo como parte da sua estratégia de marketing. Mas a maioria das marcas, no que toca ao vídeo, aposta no Youtube, e pouco no Facebook. No entanto isto está a mudar, pois o Facebook está a ter cada vez mais visualizações de vídeo, e continuamente a crescer.

A funcionalidade do auto-play do Facebook que corre o vídeo com o som desligado é a razão principal pela popularidade das visualizaçoes de vídeo no Facebook (mas já lá vamos).

O grande potencial do Facebook foi mostrado em toda a sua glória através do exemplo dum vídeo da Beyoncé colocado na feed de notícias dela. O vídeo (colocado no Facebook) teve mais de 2 milhões de visualizações nas primeiras 4 horas, comparado com alguns milhares no Youtube.

Os 64 milhões de fãs no Facebook da Beyoncé viram o vídeo o vídeo nas suas feeds de notícias e partilharam-no com o seus amigos. No Youtube, as pessoas que viram o vídeo, já não têm tanta facilidade em partilhar de forma tão direta quanto no Facebook.

No Facebook, o vídeo está a ser cada vez mais importante porque é algo que chama à atenção e um formato atrante para ser consumido. Embora como diz Chris Cox, CPO no Facebook, o vídeo possa estar numa fase infantil, muito promete nesta rede social pois melhora a experiência para os seus utilizadores.

É por isso que tem havido mudanças desenvolvidas para tornar o vídeo no Facebook mais acessíveis aos utilizadores e mais atraente para quem publica.

  • Os vídeos correm automaticamente sem acção do utilizador. O som está desligado, portanto não distrai nem incomoda.
  • Visualizações de vídeo são exibidas para mostrar se é ou não popular.
  • Quem publica pode adicionar um link de apelo à ação no final do vídeo.
  • Quem publica pode aceder a estatísticas sobre o desempenho do vídeo.
  • Existem recomendações sobre o que ver de seguida por baixo do vídeo após visionado.

Ainda é cedo para fazer previsões pis o Facebook nem sempre acerta com estes desenvolvimentos à primeira. Por exemplo, a funcionalidade do autoplay incomodou alguns utilizadores porque os seus aparelhos móveis estariam a consumir banda larga à medida que eles faziam scroll na sua feed de notícias (porque o vídeo carregava automaticamente). O Facebook adereçou este problema ao permitir uma opção em que o vídeo apenas correria automaticamente se os utilizadores estivessem numa conexão Wi-Fi (bem pensado).

O Facebook continuará a desenvolver e apresentar novas funcionalidades para melhorar a experiência do utilizador, e o vídeo faz parte desta estratégia. O Ice Bucket Challenge foi um exemplo que mostrou o potencial que o vídeo tem nesta rede social. De acordo com estatísticas oficiais do Facebook, foram colocados 17 milhões de vídeos relacionado com este desafio, que foram vistos mais de 10 biliões de vezes por mais de 400 milhões de pessoas.

Um dado curioso sobre este fenómeno foi que o Ice Bucket Challenge levou muitas pessoas a filmarem e carregarem os seus vídeos no Facebook, que por outra forma não o teriam feito. Foi assim uma maneira de serem introduzidos a esta funcionalidade no Facebook e quão porreiro foi para eles partilhar conteúdo em vídeo com amigos e família. Esta foi uma vitória interessante para o Facebook.

Se ainda não fez nenhuma experiência com vídeos no Facebook como parte da sua estratégia de marketing, está na altura de começar. Comece a incluir o vídeo nas suas publicações.

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2 comentários

  1. Bom artigo, João.
    Por acaso acho o vídeo bastante intrusivo no Facebook. Não gosto nada da opção “autoplay”.

    • Pois é Luis, muita gente também não gosta dos vídeos começarem logo a correr. Bem, ao menos o som está desligado por pré-definição para ser SFW (suited for work).

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