11 dicas content marketing

O que é o content marketing?

O content marketing é a criação e distribuição de conteúdos relevantes e que agreguem valor, para atrair e reter as pessoas de forma a levá-las a tomarem uma ação que seja lucrativa para a empresa.

Por outras palavras, o marketing de conteúdos é a arte de comunicar com clientes e prospetos sem vender. São conteúdos destinados a ser úteis para o visitante, e não de caráter comercial (empurrar produtos ou serviços).

Content marketing é a criação e distribuição de conteúdos relevantes e úteis, para atrair e reter as pessoas.

Estes conteúdos normalmente são artigos colocados no blog da empresa, mas também podem ser fotos e vídeos.

Porque o content marketing tem interesse?

Se é uma organização sem fins lucrativos, quer mais doadores.

Se trabalha numa organização sem fins lucrativas, talvez sinta que trabalha de mais e recebe de menos.

Portanto a última coisa que lhe deve passar pela cabeça deve ser “content marketing”, ou em Português, marketing de conteúdos.

[bctt tweet=”Marketing de conteúdos é a arte de comunicar com clientes e prospetos sem vender”]

Mas não tem de ser assim.

E se eu lhe dissesse que o content marketing ajuda a criar relações com as pessoas e torna estas mais propensas a serem doadores para a sua causa?

Se quer manter-se no ativo neste mundo que depende cada vez mais de relacionamento com as pessoas, então tem de enveredar por alguma estratégia de conteúdos.

E porquê?

Porque a revolução digital fez com que os meios a que temos acesso (internet, email, redes sociais), sejam o nosso sítio habitual para nos ligarmos aos outros seres humanos. Se não tiver uma BOA presença online, está a perder uma grande potencial audiência.

Mas não é só estar online. Há muita empresa e sem fins lucrativos que estão online e não ganham pouco ou nada com isso. Se acha que tem uma presença online só porque tem um website e uma página Facebook, tire o cavalinho da chuva.

Estar bem online significa mais do que apenas uma implementação duma ideia. Requer pensamento estratégico, requer bom marketing e conteúdos.

Que tipo de conteúdos está a dar às pessoas?

É triste, mas a maioria das pessoas hoje em dia tem tanta distração à sua volta, tanto conteúdo disponível, que simplesmente não o conseguem ler ou consumir.

11 dicas para criar e distribuir bom conteúdo

Calculo que você tenha pouco tempo e recursos, e não quer gastar ainda mais do pouco que tem. Por isso apresento neste artigo informação que irá ajudar a explicar como fazer com que o conteúdo que você deve criar, que ele valha a pena para o seu leitor, e para si.

1. Dê às pessoas o que elas precisam/querem: resolva seus problemas

Esta é provavelmente a dica mais importante de todas.

A era de empurrar produtos e serviços acabou. Isso não funciona. Bom marketing envolve ajudar, não empurrar. Se tenta fazer com que a sua empresa tenha mais “pica” no mercado, está a ir atrás da ideia errada.

[bctt tweet=”A era de empurrar produtos e serviços acabou. Bem-vindo(a) ao content marketing.”]

Não está a competir pela atenção de outros produtos parecidos, está a competir contra os clientes dos seus amigos e famílias, e vídeos virais e gatinhos e cachorros bonitos.

Para captar a atenção das pessoas hoje em dia é necessário colocar-se esta questão: “Como posso ajudar?”

Pare de pensar no processo das doações como se fosse uma venda, e comece a pensar mais em ajudar as pessoas a sentirem-se felizes e a encontrarem um propósito.

Isto significa “calçar os mocassins” dos seus doadores, e perceber o que lhes passa pela cabeça. O que é que não os deixa dormir à noite? Quais são os seus desejos? O que é importante para eles?

Vou-lhe dizer aquilo que não é importante para eles.

Eles não se interessam:

  • por si;
  • pelo presidente da administração;
  • pelos novo membro da equipa;
  • pelo prémio que ganhou;
  • pela recente doação.

Antes de criar conteúdo, pergunte-se “O que é que eles ganham com isto?”

Quando crio conteúdo, gosto de dar às pessoas algo que seja interessante (divertido) ou que seja uma solução para um problema (útil).

Um exemplo de algo interessante ou divertido pode ser uma lista de livros recomendados, um jogo de adivinha, uma frase inspiradora ou um vídeo engraçado.

Um exemplo de algo útil, como uma solução para um problema, pode ser algo que torne a vida da pessoa mais fácil, como dicas para ser confiante a falar em público ou perceber como aplicar o marketing digital.

Independente do tipo de problemas (banais ou sérios) que alguém possa ter, se os conseguir ajudar a resolvê-los, as pessoas ficarão dependentes de si.

Porque é que acha que certas lojas online têm recomendações de outros produtos (“as pessoas que compraram X também compraram Y”)? É mais fácil comprar outras coisas semelhantes quando nos apresentam a papinha toda.

2. Tenha uma boa chamada para ação

Se quer que o seu conteúdo interesse, tem de instigar as pessoas a agir. É isso que faz uma boa call-to-action.

Uma call-to-action (chamada para ação, ou apelo à ação) é aquilo que diz às pessoas que quer que elas façam. Um exemplo duma call-to-action é um botão que diz “Subscreva-se”, ou “Registe-se” ou “Descarregar e-book”.

Não crie e distribua conteúdo se não tem algo que quer que as pessoas façam, ou seja, a tal chamada para ação.

Pense no que quer que as pessoas pensem, sintam e façam.

Talvez seja simplesmente partilhar o seu conteúdo nas plataformas e redes sociais onde elas estão. Ou talvez queira que elas cliquem num link e assinem uma petição. Ou talvez atender um evento seu, ou juntar-se à sua lista de emails, ou claro, fazer uma doação.

O seu call-to-action terá de levar isso em conta. Pode ser algo tão simples quanto, no final do seu artigo, pedir-lhes para fazerem um donativo ao clicarem em determinado link/botão.

3. Apetecível à leitura

Normalmente as pessoas na internet lêem na diagonal, e é quando o fazem de todo, portanto mantenha a sua linguagem concisa e prática.

Evite usar palavreado técnico. Se é um artigo no blog ou numa newsletter, o conteúdo deverá estar numa única coluna com um design livre de distrações.

Varie a sua estrutura frásica, as suas palavras (mas mantendo-as simples) e não coloque mais do que 3 ou 4 linhas por parágrafo.

4. Seja de interesse aos leitores

As pessoas estão interessadas naquilo que elas estão interessadas.

Peça-lhes feedback e saiba aquilo no qual eles estão interessados. Se não souber o que lhes interessa, torna-se difícil apresentar-lhes coisas que eles querem ou precisam.

Isto é óbvio, mas poucas organizações sem fins lucrativos (e muitas empresas lucrativas também) não ouvem os seus constituintes. Têm as orelhas abertas, mas não escutam.

5. Torne fácil a partilha

A criação de conteúdo é importante, mas também é a sua distribuição, para que consiga chegar às pessoas, particularmente aquelas que constituem o seu público-alvo, o seu mercado.

Para que o seu conteúdo seja facilmente partilhável, inclua nos seus artigos botões de partilha e imagens que sejam “pináveis (pinterest), porque pode fazer toda a diferença.

Por vezes estou a achar um determinado artigo ou vídeo interessante e quando vou para o partilhar apercebo-me que não há uma maneira fácil de o fazer. Não obrigue as pessoas a saltar por cima de obstáculos, torne o seu conteúdo de fácil partilha.

6. Reutilize o conteúdo

O conteúdo que criar, sejam artigos ou vídeos, não têm de ser usados apenas uma vez ou só em um sítio.

Use o mesmo tipo de conteúdo, de forma diferente, em vários canais. Um artigo de blog, por exemplo, pode conter material para meia dúzia de tweets e posts facebook, ou um estudo de caso pode ser aproveitado para ser enviado numa newsletter.

Não é necessário estar sempre a arranjar novas ideias, não é preciso reinventar a roda. Use as boas ideias que já tem, e se o fizer de forma criativa, irão parecer frescas para os seus leitores.

7. Use um calendário editorial de conteúdos

Um calendário editorial parece uma coisa complicada, mas é simples. É tão simples quanto criar um ficheiro Excel com os dias e tipos de conteúdo que vai criar (dia X escrever artigo sobre tema Y com título Z).

Este calendário editorial que criar ajuda-o(a) a manter-se focado no que interessa. Assim, mais facilmente se compromete a criar e distribuir o seu conteúdo, para que o seu público-alvo possa lê-lo e partilhá-lo com os amigos.

8. Crie um repositório de histórias

O storytelling é um termo que anda na boca do mundo hoje em dia, e não é para menos. Contar histórias é uma das ferramentas mais persuasivas e eficazes que o ser humano tem para comunicar e enviar mensagens.

As pessoas mais facilmente consomem histórias, porque é o tipo de conteúdo que elas estão mais propensas para ler e partilhar (porque é que acha que as novelas têm tanto sucesso?).

Muitas empresas sem fins lucrativos tentam persuadir as pessoas com factos e estatísticas. Mas ora bolas, quem é que quer saber disso? O que interessa são os sentimentos, depois vêm os factos.

Se conseguir interagir e envolver a sua audiência através do storytelling, conseguirá passar a sua mensagem de forma a cativar as pessoas, para que estas achem a sua comunicação estimulante e relevante.

9. Crie um repositório de imagens

Assim como deve ter um sítio onde coleciona histórias para as usar, também deve fazer o mesmo com imagens.

Vários estudos mostram que nós como seres humanos processamos imagens muito mais depressa do que texto. Não é à toa que o conteúdo visual nas redes sociais é mais partilhado do que o simples texto.

Muitos especialistas concordam com este sentimento, de que há mais interação, mais tráfego, e mais conversões quando existe conteúdo visual, na forma de fotos e/ou vídeos no seu conteúdo.

Não tenha medo de fazer uso de redes sociais que vivem muito à base das imagens, como é o caso do Instagram, Pinterest e YouTube.

Tenha um repositório de fotos, ilustrações, infográficos e vídeos que coleciona agora para usar mais tarde. Verifique se estes são consistentes com a sua marca e com os objetivos da sua empresa sem fins lucrativos, para que não haja incongruências a nível da marca/logótipo e o estilo de conteúdo visual que usar.

10. Crie um plano de marketing

Um plano de marketing é necessário, mesmo que pense que tem as suas metas e objetivos bem delineados na sua cabeça.

Com um plano de marketing, pode determinar os objetivos, os mercados a alcançar e a estratégia para os implementar.

O content marketing (marketing de conteúdos) e as redes sociais devem fazer parte desta estratégia, mas não devem ser os únicos meios ou canais. Existem outros, tais como eventos físicos, publicidade online e offline, entre outros.

O seu plano de marketing irá ajudar a colocar a sua estratégia de marketing de conteúdos num contexto que levará a sua organização sem fins lucrativos para o próximo nível.

11. Satisfaça expectativas do consumidor

Nesta era digital em que vivemos, faça os possíveis para satisfazer as necessidades dos seus doadores, particularmente nestas áreas do content marketing:

  • qualidade do conteúdo;
  • método de distribuição do conteúdo;
  • quão responsivo às pessoas que consomem o seu conteúdo.

Apresente às pessoas conteúdo útil e de valor. Conteúdo que seja fácil de ler e consumir, num formato acessível, quer seja em secretária ou em mobile.

Não obrigue as pessoas a trabalhar para o encontrar. Se distribuir conteúdo em vários canais, é mais provável que as pessoas o encontrem, mas não use canais à toa. Saiba onde está o seu público-alvo.

Seja rápido e útil na resposta. A razão de criar conteúdo é que este seja útil para as pessoas. Elas poderão querer fazer follow-up (perguntas, recomendações, observações) sobre o seu conteúdo.

Tem uma empresa sem fins lucrativos?

Que obstáculos está a ter no seu projeto? Já aplicou alguns destes conceitos na sua estratégia, para que consiga ter mais doações para a sua organização.

Escreva um comentário e partilhe nas redes sociais: vamos ajudar as organizações sem fins lucrativos a chegarem mais facilmente às pessoas.

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